Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O esparrame das águas


A água rasga a terra
Penetrando nas frestas e encerra
O sonho, a praça, a ilusão
E destrói o trilhar, o caminho
Do homem e seu ganha pão

Carrega como lava que queima
A construção recém parida
(tijolo a tijolo criada)
A cama dos mil devaneios
(onde o amor fazia morada)

E sobe água, rente à gente
Que luta não só pela enxada
Pelo cão, armário ou pousada
Não só por foto ou comida:
É gente gritando por Vida

E leva homem, velho, criança
Todos entram na balança
Sem qualquer discriminação.
A Morte chegou mais cedo
Suspirando o terror na razão

Choram mãe, avô e pai
Chora a menina perdida
A água consigo carrega
Toda sorte de paz ou trégua
Da gente já tão sofrida
E tão cansada de guerra

Os olhos de quem só vê
E não vive drama alheio
Enchem-se da outra água
Aquela que da compaixão veio

A ajuda vem de quatro cantos
Um pouco que às vezes é tanto
Trazendo nas palmas a solidariedade
Para quem hoje só restou saudade

E debaixo da lama fria e escura
Formada por morte e dor
Renasça talvez a esperança:
A última e breve flor.

domingo, 16 de janeiro de 2011

As lágrimas de ontem

Uma, duas, três lágrimas brotaram
De meus olhos ontem a noite
Vieram como disparos
Machucando como açoites

Água salgada, dolorida
Surgiu num momento tão profundo
Que pensei que era a vida
Se esvaindo para o outro mundo

Essa dor custa a passar
Não diminui, não dá descanso
Me persegue a todo canto
Em minha alegria a minar

As gotas lembram a fraqueza
Do não saber me defender
De um ataque a minha fortaleza
Ou de áspera palavra a dizer

Elas são pedaços visíveis
Desse buraco negro e cruel
Formando crateras terríveis:
Vulcões com lava de fel

Hoje as lágrimas da face a descer
Como cacos de minh’alma
Secam como sal e morrem
Só não levam meu sofrer

Essa amargura sem tamanho
Que sinto hoje em meu peito
É força por si só tão estranha
Que nem sei reconhecer

Mas um fato, com certeza
(e não adianta correr)
Uma pequena parte de mim
Com a lágrima veio a morrer.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sua Partida

Hoje não tenho poesia a dizer
Sêca estou como árvore ao sol
Como livro antigo que não se quer ler
Como navio ao mar sem ter farol

Hoje perdi-me em tantas lágrimas
Que sequer tive estrelas o bastante a comparar
Hoje revolvi antigas miragens
Que a tristeza cobriu-me como manto a esquentar

Hoje descobri, ainda que tardiamente
Que a ferida não cicatrizou
E o medo se apossa de maneira tão crente
Que a dor aqui no peito se petrificou

A palavra, que por vezes com amor me embala
Hoje foi espada, transpassando a alma
A sombra do que fui, ainda jaz na sala
No canto da mente que não encontra mais calma

Hoje dei a face a bater
E a esperança (sensata), não veio
Ainda prefiro a desilusão a discorrer
Pois esta não mente, fez pôrto em meu seio

Corram, rios de sal, corram pela face!
Deixem sulcos, que nem as rugas disfarcem
Em silêncio hoje passei o dia
Tentando suportar o que me coube, com maestria

Hoje não tenho poesia a dizer.
O chôro me encolheu.
O coração se perdeu.
Hoje, meu personagem sou eu.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

A Volta da Tristeza


A tristeza que cá dentro trago
Resolvi doar como oferta
Ao mar, ao sol ao luar:
Quem estivesse com a porta aberta

Entreguei aos braços das ondas
Que a carregaram ao fundo
Enterraram-na como tesouro
No azul mar mais profundo

Mas era tão forte a saudade
Que a tristeza tinha de mim
Que se libertou das areias
E voltou para o peito por fim

E...
Entreguei aos raios mais brilhantes
Para queimar como moça em flor
O Sol abraçou a tristeza
Como se a ela dissipasse calor

Mas a força que nos une é intensa
Forte como elos da corrente
E a tristeza desceu dos céus sem demora
Voltando a morar no coração descrente

E...
Entreguei às nesgas do luar
Que queriam faze-la sua musa
A imensidão da noite carece de dores
Mas a Lua de sua sorte abusa

Nem ela conseguiu segurar
Com suas fases mais vibrantes
A tristeza que anseia em voltar
E partir em meu olhar adiante

Não importa aonde a queira deixar
Não importa que a queira afastada
Tentei: mas ela é a companheira fiel
Desta alma desencantada.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Vazio


Hoje não tenho poesia a dizer
Sêca estou como árvore ao sol
Como livro antigo que não se quer ler
Como navio ao mar sem ter farol

Hoje perdi-me em tantas lágrimas
Que sequer tive estrelas o bastante a comparar
Hoje revolvi antigas miragens
Que a tristeza cobriu-me como manto a esquentar

Hoje descobri, ainda que tardiamente
Que a ferida não cicatrizou
E o medo se apossa de maneira tão crente
Que a dor aqui no peito se petrificou

A palavra, que por vezes com amor me embala
Hoje foi espada, transpassando a alma
A sombra do que fui, ainda jaz na sala
No canto da mente que não encontra mais calma

Hoje dei a face a bater
E a esperança (sensata), não veio
Ainda prefiro a desilusão a discorrer
Pois esta não mente, fez pôrto em meu seio

Corram, rios de sal, corram pela face!
Deixem sulcos, que nem as rugas disfarcem
Em silencio hoje passei o dia
Tentando suportar o que me coube, com maestria

Hoje não tenho poesia a dizer
O chôro me encolheu
O coração se perdeu.
Hoje meu personagem sou eu.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Tristeza Silenciosa




A pena tomba ao lado
Do canto da tristeza no peito
E o que no coração trago
Encerro silencioso no leito

Do concreto da alma
Surgiu por entre as cicatrizes
O broto fosco de um suspiro
Lembrando das dores as matizes

E da respiração entrecortada
O som confuso, murmurante
Pelos lábios falados, como espada
Abrindo novamente a chaga antiga

O passado, antes só recordação
Pela palavra ferina, de súbito lembrei
Ressurgindo como palco da minha emoção
Selando o sacrifício do conflituoso coração

O prenúncio de uma lágrima se faz
O vento sobra na janela
Vivo entre a vontade de paz
E o preço do medo que gela

Um passo adiante
Mais um segundo, talvez
O peso torna-se gigante
No contrato que a alma refez

E o mundo sem pressa gira
Indiferente se sorrio ou choro
Um minuto da vida ele tira
Se dela por um segundo me enamoro

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tristeza de Moça


Naquela casa morro acima
Vi sentada linda moça menina
No balanço da varanda
Descalça, de perna bamba
As lágrimas sem cessar correndo

A tez pálida já dizia
Que triste quadro anteveria
Ao saber de sua história
Que tristemente na memória
Com certeza guardaria

"-Moço, eu vivia tão só
Feliz em minha casinha
Quando chega um moço sem dó
Que rouba a paz do meu peito
Cegando-me de paixão com jeito
De derrubar qualquer razão

Tentei fugir-a alma me roubou
Tentei falar-a voz não ecoou:
E assim, sem senão
Entreguei corpo e coração
Na cruel felicidade sem fim
De achar que era verdade
Seu sentimento por mim

E a tragédia se fez
Minha meninice findou
Com aquele que me roubou
O que de mais belo eu tinha:
Um coração de rainha
Vestido de trapos pobres

Do mesmo modo que veio
Esse moço-meu receio
Saiu pela porta do fundo
Correu e ganhou o mundo
Deixando-me para trás...

E hoje aqui vivo a chorar
Pois não sei deixar de amar
Quem, sem dó, me arribou
Que ele encontre sua sorte
Pois encontrei minha morte
No calor da desilusão. "

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Tristeza silenciosa

A pena tomba ao lado
No canto da tristeza no peito
E o que no coração trago
Encerro silencioso no leito.

O prenúncio de uma lágrima se faz
O vento sobra na janela
Vivo entre a vontade de paz
E o preço do medo que gela.

Um passo adiante
Mais um segundo, talvez
O peso torna-se gigante
No contrato que a alma refez.

E o mundo sem pressa gira
Indiferente se sorrio ou choro
Um minuto da vida ele tira
Se dela por um segundo me enamoro.
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O esparrame das águas


A água rasga a terra
Penetrando nas frestas e encerra
O sonho, a praça, a ilusão
E destrói o trilhar, o caminho
Do homem e seu ganha pão

Carrega como lava que queima
A construção recém parida
(tijolo a tijolo criada)
A cama dos mil devaneios
(onde o amor fazia morada)

E sobe água, rente à gente
Que luta não só pela enxada
Pelo cão, armário ou pousada
Não só por foto ou comida:
É gente gritando por Vida

E leva homem, velho, criança
Todos entram na balança
Sem qualquer discriminação.
A Morte chegou mais cedo
Suspirando o terror na razão

Choram mãe, avô e pai
Chora a menina perdida
A água consigo carrega
Toda sorte de paz ou trégua
Da gente já tão sofrida
E tão cansada de guerra

Os olhos de quem só vê
E não vive drama alheio
Enchem-se da outra água
Aquela que da compaixão veio

A ajuda vem de quatro cantos
Um pouco que às vezes é tanto
Trazendo nas palmas a solidariedade
Para quem hoje só restou saudade

E debaixo da lama fria e escura
Formada por morte e dor
Renasça talvez a esperança:
A última e breve flor.

domingo, 16 de janeiro de 2011

As lágrimas de ontem

Uma, duas, três lágrimas brotaram
De meus olhos ontem a noite
Vieram como disparos
Machucando como açoites

Água salgada, dolorida
Surgiu num momento tão profundo
Que pensei que era a vida
Se esvaindo para o outro mundo

Essa dor custa a passar
Não diminui, não dá descanso
Me persegue a todo canto
Em minha alegria a minar

As gotas lembram a fraqueza
Do não saber me defender
De um ataque a minha fortaleza
Ou de áspera palavra a dizer

Elas são pedaços visíveis
Desse buraco negro e cruel
Formando crateras terríveis:
Vulcões com lava de fel

Hoje as lágrimas da face a descer
Como cacos de minh’alma
Secam como sal e morrem
Só não levam meu sofrer

Essa amargura sem tamanho
Que sinto hoje em meu peito
É força por si só tão estranha
Que nem sei reconhecer

Mas um fato, com certeza
(e não adianta correr)
Uma pequena parte de mim
Com a lágrima veio a morrer.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sua Partida

Hoje não tenho poesia a dizer
Sêca estou como árvore ao sol
Como livro antigo que não se quer ler
Como navio ao mar sem ter farol

Hoje perdi-me em tantas lágrimas
Que sequer tive estrelas o bastante a comparar
Hoje revolvi antigas miragens
Que a tristeza cobriu-me como manto a esquentar

Hoje descobri, ainda que tardiamente
Que a ferida não cicatrizou
E o medo se apossa de maneira tão crente
Que a dor aqui no peito se petrificou

A palavra, que por vezes com amor me embala
Hoje foi espada, transpassando a alma
A sombra do que fui, ainda jaz na sala
No canto da mente que não encontra mais calma

Hoje dei a face a bater
E a esperança (sensata), não veio
Ainda prefiro a desilusão a discorrer
Pois esta não mente, fez pôrto em meu seio

Corram, rios de sal, corram pela face!
Deixem sulcos, que nem as rugas disfarcem
Em silêncio hoje passei o dia
Tentando suportar o que me coube, com maestria

Hoje não tenho poesia a dizer.
O chôro me encolheu.
O coração se perdeu.
Hoje, meu personagem sou eu.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

A Volta da Tristeza


A tristeza que cá dentro trago
Resolvi doar como oferta
Ao mar, ao sol ao luar:
Quem estivesse com a porta aberta

Entreguei aos braços das ondas
Que a carregaram ao fundo
Enterraram-na como tesouro
No azul mar mais profundo

Mas era tão forte a saudade
Que a tristeza tinha de mim
Que se libertou das areias
E voltou para o peito por fim

E...
Entreguei aos raios mais brilhantes
Para queimar como moça em flor
O Sol abraçou a tristeza
Como se a ela dissipasse calor

Mas a força que nos une é intensa
Forte como elos da corrente
E a tristeza desceu dos céus sem demora
Voltando a morar no coração descrente

E...
Entreguei às nesgas do luar
Que queriam faze-la sua musa
A imensidão da noite carece de dores
Mas a Lua de sua sorte abusa

Nem ela conseguiu segurar
Com suas fases mais vibrantes
A tristeza que anseia em voltar
E partir em meu olhar adiante

Não importa aonde a queira deixar
Não importa que a queira afastada
Tentei: mas ela é a companheira fiel
Desta alma desencantada.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Vazio


Hoje não tenho poesia a dizer
Sêca estou como árvore ao sol
Como livro antigo que não se quer ler
Como navio ao mar sem ter farol

Hoje perdi-me em tantas lágrimas
Que sequer tive estrelas o bastante a comparar
Hoje revolvi antigas miragens
Que a tristeza cobriu-me como manto a esquentar

Hoje descobri, ainda que tardiamente
Que a ferida não cicatrizou
E o medo se apossa de maneira tão crente
Que a dor aqui no peito se petrificou

A palavra, que por vezes com amor me embala
Hoje foi espada, transpassando a alma
A sombra do que fui, ainda jaz na sala
No canto da mente que não encontra mais calma

Hoje dei a face a bater
E a esperança (sensata), não veio
Ainda prefiro a desilusão a discorrer
Pois esta não mente, fez pôrto em meu seio

Corram, rios de sal, corram pela face!
Deixem sulcos, que nem as rugas disfarcem
Em silencio hoje passei o dia
Tentando suportar o que me coube, com maestria

Hoje não tenho poesia a dizer
O chôro me encolheu
O coração se perdeu.
Hoje meu personagem sou eu.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Tristeza Silenciosa




A pena tomba ao lado
Do canto da tristeza no peito
E o que no coração trago
Encerro silencioso no leito

Do concreto da alma
Surgiu por entre as cicatrizes
O broto fosco de um suspiro
Lembrando das dores as matizes

E da respiração entrecortada
O som confuso, murmurante
Pelos lábios falados, como espada
Abrindo novamente a chaga antiga

O passado, antes só recordação
Pela palavra ferina, de súbito lembrei
Ressurgindo como palco da minha emoção
Selando o sacrifício do conflituoso coração

O prenúncio de uma lágrima se faz
O vento sobra na janela
Vivo entre a vontade de paz
E o preço do medo que gela

Um passo adiante
Mais um segundo, talvez
O peso torna-se gigante
No contrato que a alma refez

E o mundo sem pressa gira
Indiferente se sorrio ou choro
Um minuto da vida ele tira
Se dela por um segundo me enamoro

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tristeza de Moça


Naquela casa morro acima
Vi sentada linda moça menina
No balanço da varanda
Descalça, de perna bamba
As lágrimas sem cessar correndo

A tez pálida já dizia
Que triste quadro anteveria
Ao saber de sua história
Que tristemente na memória
Com certeza guardaria

"-Moço, eu vivia tão só
Feliz em minha casinha
Quando chega um moço sem dó
Que rouba a paz do meu peito
Cegando-me de paixão com jeito
De derrubar qualquer razão

Tentei fugir-a alma me roubou
Tentei falar-a voz não ecoou:
E assim, sem senão
Entreguei corpo e coração
Na cruel felicidade sem fim
De achar que era verdade
Seu sentimento por mim

E a tragédia se fez
Minha meninice findou
Com aquele que me roubou
O que de mais belo eu tinha:
Um coração de rainha
Vestido de trapos pobres

Do mesmo modo que veio
Esse moço-meu receio
Saiu pela porta do fundo
Correu e ganhou o mundo
Deixando-me para trás...

E hoje aqui vivo a chorar
Pois não sei deixar de amar
Quem, sem dó, me arribou
Que ele encontre sua sorte
Pois encontrei minha morte
No calor da desilusão. "

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Tristeza silenciosa

A pena tomba ao lado
No canto da tristeza no peito
E o que no coração trago
Encerro silencioso no leito.

O prenúncio de uma lágrima se faz
O vento sobra na janela
Vivo entre a vontade de paz
E o preço do medo que gela.

Um passo adiante
Mais um segundo, talvez
O peso torna-se gigante
No contrato que a alma refez.

E o mundo sem pressa gira
Indiferente se sorrio ou choro
Um minuto da vida ele tira
Se dela por um segundo me enamoro.