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quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Invisível

Onde nasce a nívea nuvem
Que se descortina atrás do véu?
Aonde ela por fim deságua?
No finalmente do céu?

Como traduzir a poesia
Das estrelas que acendem a noite?
Como sentir, sutil maestria
O vento que bate como açoite?

Em que ínfimo momento
Ocorre o primo verter do luar?
Em que breve instante morre
O primeiro raio de sol a dançar?

Em que final momento adormecemos?
Em que suspiro a vida se esvai?
Em que instante nos encontraremos
Na morada de Nosso Pai?

Não me amedronta o invisível
Nem do tempo que vem e não percebo
Quero ser da vida, sensível
Mergulhando em mil instantes
Tristes, jocosos, vibrantes.

Temo o segundo que perdi,
A estrela cadente sem ouvir,
O adeus ao céu remoto.
Temo o minuto em que a criança
Guarda o respirar, admirando
A primeira vez o céu contemplando.

Só temo o que perdi
Tendo olhos para ver.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Trocas


Percebo-te aflito, irmão…
O que entristece teu coração?
Empreste-mo e ajudarei
E tua angústia entenderei

Empresta-me teu orgulho
E devolvo a humildade
Empresta-me teu rancor
E devolvo a caridade

Meu crer, tua fome de fé abrandarei
Minha alegria, tua tristeza calarei
Minha esperança, teu vazio completarei

Vejo trevas , escuridão
Troco por luz, afeição
Vejo miséria e dor
Troco por serenidade e calor

Dou-te meu Amor, em troca do breu
Pois, se vives sem Deus, ofereço-te o Meu.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Invisível

Onde nasce a nívea nuvem
Que se descortina atrás do véu?
Aonde ela por fim deságua?
No finalmente do céu?

Como traduzir a poesia
Das estrelas que acendem a noite?
Como sentir, sutil maestria
O vento que bate como açoite?

Em que ínfimo momento
Ocorre o primo verter do luar?
Em que breve instante morre
O primeiro raio de sol a dançar?

Em que final momento adormecemos?
Em que suspiro a vida se esvai?
Em que instante nos encontraremos
Na morada de Nosso Pai?

Não me amedronta o invisível
Nem do tempo que vem e não percebo
Quero ser da vida, sensível
Mergulhando em mil instantes
Tristes, jocosos, vibrantes.

Temo o segundo que perdi,
A estrela cadente sem ouvir,
O adeus ao céu remoto.
Temo o minuto em que a criança
Guarda o respirar, admirando
A primeira vez o céu contemplando.

Só temo o que perdi
Tendo olhos para ver.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Trocas


Percebo-te aflito, irmão…
O que entristece teu coração?
Empreste-mo e ajudarei
E tua angústia entenderei

Empresta-me teu orgulho
E devolvo a humildade
Empresta-me teu rancor
E devolvo a caridade

Meu crer, tua fome de fé abrandarei
Minha alegria, tua tristeza calarei
Minha esperança, teu vazio completarei

Vejo trevas , escuridão
Troco por luz, afeição
Vejo miséria e dor
Troco por serenidade e calor

Dou-te meu Amor, em troca do breu
Pois, se vives sem Deus, ofereço-te o Meu.