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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Poeme-se



Poeme-se com ricas rimas
Com metáforas subjacentes
Com desígnios contundentes
E suas lisuras incongruentes

Poeme-se
Com a eloquicidade que desafia
Com o soltar da voz, com a pena que desfia
Tirando do peito o peso, o medo
Que na palavra consegue esquecer

Poeme-se sem qualidade
Escreva em fluxo solto
Escreva como num arroubo
Como um trem descarrilhado
Um palhaço descabelado
Uma foto desfocada
Ou pintura destemperada

O escrever liberta a alma
Expira o anseio do que não veio
Rouba o desassossego tirano
Desfaz o mito, o rito, o desengano:
É o contra ponto do mundano

Larga as rimas, as métricas
Todas as fúteis dialéticas
Esquece o verso perfeito
Liberte as duras garras do tempo
Solta letras contra o Vento
Expele teu sangue pelos dedos
Escrevendo com carne e cerne
Arde o papel, se busque e governe:

Poeme-se

sábado, 6 de agosto de 2011

O parto do poema


A indômita e eterna ânsia
De transpor a barreira da voz
Sufoca o parto do poema
Cativo pela barreira mais atroz

Nas mãos, a vontade do lápis
À necessidade da letra que se cala
Faz-me ligeira a procura da maneira
De libertar o que a boca não fala

Cedo minha alma a outros
Exalo pelos poros parte da vida
Que cabe na folha do papel
Preenchida com sangue que a irriga

Liberta, sai-me dos ombros o peso
Da escrita que deixo sem padecer
Rompo o cordão que me ligava
E deixo que o vento carregue, ileso
O que antes respirava para viver.

E assim,
Mesmo que minha palavra
Seja muda ao mundo
Escrevo.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Meu Caos, Minha Paz

No silêncio da noite quente
As palavras embaralham a mente
Querendo fugir para o papel
Desanuviando a alma do amor e do fel.

Despejo todo o sonho e desilusão
Espinhos trocados, delírios, confusão
Desafogando o coração de tantas dores
Como na cumplicidade entre dois amores.

Do papel amarelo escorrem lágrimas sentidas
Jorram alegrias de tardes floridas
É ele o abrigo de tantas emoções
É ele o guardião de minhas canções.

O pensar já não existe fluente
A mão corre solta, rápida e demente
E pedaços de mim voam junto com a tinta
No quadro que se forma quando ela pinta.

E depois de tanto a alma lavrar
Depois de expor o sentimento a escapar...
Descanso.

E no próximo segundo, um novo despertar
E a mão volta a trabalhar
Na ânsia de escrever a loucura se faz
E no mistério desse caos, encontro minha paz.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O que eu sei



Não sei
Se o novo amor me amedronta
Se penso em ti, fico tonta
Por querer ser tua, sem senão

Eu sei
Que vi uma luz no céu a brilhar
Mostrando que esse alguém
Também está a vagar
Procurando outro solitário coração

Não sei
Se sabes do meu sentimento
Procuro nas entrelinhas
Meu acalento
E quero encontrar
No teu olhar minha emoção

Eu sei
Que alimentar esperança
Faz minh alma voar e dança
Querendo crer, com paixão
Que há sentido e razão
Nessa minha afeição

Só sei
Que hoje estou mais feliz com a vida
O tempo se encarregou de curar a ferida
E você chegou com um sorriso na mão
E conquistou
Meu coração...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Paixão por escrever


Escrever é uma forma diferente de paixão
Um fluxo constante de palavras em ação
A caneta desliza e as letras patinam
E sem perceber, suas marcas assinam

Escrever é um suave destino
Que toca a louca sina de meu interno hino
Um ato mecânico, como respirar
Um pedaço de mim que não consegue parar

O que sou, o que sei, o que penso
Como caminhar a cada dia tento
Tudo escorre como sangue no papel
Um pouco de inferno, outro tanto de céu

No silêncio o peito se expande
A mágica novamente se faz
Agradeço por saber descarrilhar
Toda loucura que minha escrita me traz.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Explicando o que não há


Quando tenho nas mãos o papel
Mudo, em transe, como da noite para o dia
Desço, subo, do inferno ao céu
Saio de mim, a encontrar outra chave guia

Crio personagens, cenas, sentimentos
Ouço suas vozes, seus silencios, seus tormentos
Vibro com suas alegrias, vigio seus pudores
E descrevo - observador fiel - suas dores

Na escrita sou homem, criança, animal
Sou fantasma que em ti mora, desejo espectral
No poema liberto toda ilusão e fantasia
Choro, rio, como quem inventa, quem cria

Guardo nas esquinas da mente
Cada história que escuto, como quem a sente
E, pelo lápis solto teu dilema, tua escolha, teu calor
Sou de outras vidas - escriba espectador.



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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Poeme-se



Poeme-se com ricas rimas
Com metáforas subjacentes
Com desígnios contundentes
E suas lisuras incongruentes

Poeme-se
Com a eloquicidade que desafia
Com o soltar da voz, com a pena que desfia
Tirando do peito o peso, o medo
Que na palavra consegue esquecer

Poeme-se sem qualidade
Escreva em fluxo solto
Escreva como num arroubo
Como um trem descarrilhado
Um palhaço descabelado
Uma foto desfocada
Ou pintura destemperada

O escrever liberta a alma
Expira o anseio do que não veio
Rouba o desassossego tirano
Desfaz o mito, o rito, o desengano:
É o contra ponto do mundano

Larga as rimas, as métricas
Todas as fúteis dialéticas
Esquece o verso perfeito
Liberte as duras garras do tempo
Solta letras contra o Vento
Expele teu sangue pelos dedos
Escrevendo com carne e cerne
Arde o papel, se busque e governe:

Poeme-se

sábado, 6 de agosto de 2011

O parto do poema


A indômita e eterna ânsia
De transpor a barreira da voz
Sufoca o parto do poema
Cativo pela barreira mais atroz

Nas mãos, a vontade do lápis
À necessidade da letra que se cala
Faz-me ligeira a procura da maneira
De libertar o que a boca não fala

Cedo minha alma a outros
Exalo pelos poros parte da vida
Que cabe na folha do papel
Preenchida com sangue que a irriga

Liberta, sai-me dos ombros o peso
Da escrita que deixo sem padecer
Rompo o cordão que me ligava
E deixo que o vento carregue, ileso
O que antes respirava para viver.

E assim,
Mesmo que minha palavra
Seja muda ao mundo
Escrevo.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Meu Caos, Minha Paz

No silêncio da noite quente
As palavras embaralham a mente
Querendo fugir para o papel
Desanuviando a alma do amor e do fel.

Despejo todo o sonho e desilusão
Espinhos trocados, delírios, confusão
Desafogando o coração de tantas dores
Como na cumplicidade entre dois amores.

Do papel amarelo escorrem lágrimas sentidas
Jorram alegrias de tardes floridas
É ele o abrigo de tantas emoções
É ele o guardião de minhas canções.

O pensar já não existe fluente
A mão corre solta, rápida e demente
E pedaços de mim voam junto com a tinta
No quadro que se forma quando ela pinta.

E depois de tanto a alma lavrar
Depois de expor o sentimento a escapar...
Descanso.

E no próximo segundo, um novo despertar
E a mão volta a trabalhar
Na ânsia de escrever a loucura se faz
E no mistério desse caos, encontro minha paz.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O que eu sei



Não sei
Se o novo amor me amedronta
Se penso em ti, fico tonta
Por querer ser tua, sem senão

Eu sei
Que vi uma luz no céu a brilhar
Mostrando que esse alguém
Também está a vagar
Procurando outro solitário coração

Não sei
Se sabes do meu sentimento
Procuro nas entrelinhas
Meu acalento
E quero encontrar
No teu olhar minha emoção

Eu sei
Que alimentar esperança
Faz minh alma voar e dança
Querendo crer, com paixão
Que há sentido e razão
Nessa minha afeição

Só sei
Que hoje estou mais feliz com a vida
O tempo se encarregou de curar a ferida
E você chegou com um sorriso na mão
E conquistou
Meu coração...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Paixão por escrever


Escrever é uma forma diferente de paixão
Um fluxo constante de palavras em ação
A caneta desliza e as letras patinam
E sem perceber, suas marcas assinam

Escrever é um suave destino
Que toca a louca sina de meu interno hino
Um ato mecânico, como respirar
Um pedaço de mim que não consegue parar

O que sou, o que sei, o que penso
Como caminhar a cada dia tento
Tudo escorre como sangue no papel
Um pouco de inferno, outro tanto de céu

No silêncio o peito se expande
A mágica novamente se faz
Agradeço por saber descarrilhar
Toda loucura que minha escrita me traz.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Explicando o que não há


Quando tenho nas mãos o papel
Mudo, em transe, como da noite para o dia
Desço, subo, do inferno ao céu
Saio de mim, a encontrar outra chave guia

Crio personagens, cenas, sentimentos
Ouço suas vozes, seus silencios, seus tormentos
Vibro com suas alegrias, vigio seus pudores
E descrevo - observador fiel - suas dores

Na escrita sou homem, criança, animal
Sou fantasma que em ti mora, desejo espectral
No poema liberto toda ilusão e fantasia
Choro, rio, como quem inventa, quem cria

Guardo nas esquinas da mente
Cada história que escuto, como quem a sente
E, pelo lápis solto teu dilema, tua escolha, teu calor
Sou de outras vidas - escriba espectador.