Mostrando postagens com marcador esperança. Mostrar todas as postagens
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domingo, 5 de junho de 2011

A espera

Ousa ficar de fora?
Ousa entrar?
Quanto tem a perder?
Quanto tem a ganhar?

Se entrar que caminho tomar?
À esquerda ou  à direita?
À direita e mais um passo
Ou à esquerda e nem tanto?

A estrada tortuosa ou então a mais perfeita?
O espinho que te sangra
Ou a rosa que te aceita?

Você pode se sentir confuso
Querer correr, fugir
Por caminhos curvos, longos
A  passos largos e rápidos
Vagando sem alma e sem calma
A  lugares selvagens e solitários
Sem direção, à  direção
Ao lugar mais inútil de todos:
A espera.

Para quem espera
Por um trem partir...
Por um navio aportar...
Um avião pousar...
Uma carta chegar...
Ou a chuva parar...
Ou a neve nevar...
Ou o sol recomeçar a brilhar...
...está sempre à espera.

Talvez esperando por um não
Embora ansiando por um sim
Por um colar de conchas
Por um anel de diamantes
Por um sorriso
Por alguém. 

Que traga apenas mais uma chance.
E acabe a espera.


domingo, 26 de dezembro de 2010

Meus desejos



Desejo a ti fortes mãos
Para a terra plantar, cuidar e colher
As lágrimas de outrém com ternura enxugar
A carta de perdão (quem sabe) escrever

Desejo a ti firmes pés
As pedras suportar, duros calos formar
Para aos tropeços no caminho resistir
E coragem de cair para depois levantar

Desejo a ti  coração de cordeiro
Manso, brando, assaz altaneiro
A amar sem senão, desconhecendo feridas
Entregando sem medo do tombo primeiro

Desejo a ti amigos fiéis, irmãos da justiça
Cúmplices de suas loucuras, de sonho e guarida
Que te guiem e confiem, que interpelem e discutam
Te critiquem na medida e te abracem na saída

Desejo que plantes uma árvore
Da mínima semente que se possa encontrar
Para que te maravilhes com o mistério da Vida
Do teu  crescer, do florir e de frutos brotar

Desejo que tenhas um filho
Para compreender o que é incondicional
Não para que ensines, mas que aprendas com ele
O valor do abraço sem causa pontual.
Que ele seja teu mestre, teu rei, tua vitória
Que te acompanhe na estrada abissal
Teu leme no mar, teu centro da história
E estejas contigo no suspiro final.

Desejo que sejas intensamente amado
Mas tão profunda e livremente
Que aches que é sonho de brumas a vagar
A escapar de teus dedos impunemente.
E, ao acordar, que admires ao luar
O rosto da amada a ressonar confiante
E contemples esta visão com olhar imortal
Pois nada mais é tão consoante.
Que quiçá entendas que o que é verdadeiro
Não são riquezas em acumular incessante
Ser senhor, vassalo, o último ou o primeiro:
O que é importante além Céu e Terra
É o quanto de amor teu peito encerra.


A todos um Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Em meu Peito

Em meu peito vazio
A solidão,em um momento frio
Construiu um alto muro
Rodeado pelo escuro.
E por mais que eu quisesse
Relembrar aquela prece
(onde pedia com cuidado
mais leveza nesse chão)
Não consegui por me envolver
Em silencioso entorpecer.

Em meu peito enganado
Já encerrei tanta ilusão
Que por mais que tenha errado
Não merecia este coração
Novamente torturado sem razão.
Ele já está um tanto cansado
De ser só subjugado
Sem trégua para escapar
De loucuras e lembranças a ameaçar.

Em meu peito de esperança
Recomeço nova dança
Na certeza de nova era
Mais amante, mais sincera:
Voce chegou e se doou
Em um instante crucial
Onde descobri afinal
Que o amor chegou de manso
Rasurando todo o ranço
Deixado por quem fez tanto mal.

Em meu peito de amor
Esqueci de todo inverno
Aqueci-me com o verão
Que seus abraços provocam.
E chegando a primavera
Em começo tão especial
Desejo que seja eterno
Que seja tudo que espero
Que eu viva sem medo
Que viaje sem segredo
Pelas vias francas da emoção
Que compõem meu coração.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Caí mais uma vez...


Acreditei em belas palavras
Pisei em paisagens de nuvens
Me vi mais uma vez a sonhar
Com um alguém que pensei amar.

Sorri a cada carta sua
Cantei e dancei à luz da lua
Um brilho discreto em meu olhar
Anunciava que algo estava a brotar.

Inebriada por sua voz
Esqueci de passados rancores
Me entreguei, apagando antigas dores
E...
Caí, mais uma vez.

O amar, o versejar, o andar feliz pela rua
Como entender que, desde hoje, já não sou sua?
Como separar duas almas que se completam?
Ou será que me iludi
Com a emoção delirante de poeta?

Sofri, chorei, lamentei
Reneguei nossos dias felizes
Entristecida, enganada, iludida
E...
Chorei, mais uma vez.

Eis por que uma lágrima corre
No peito desta mortal
Tu eras minha vírgula, minha exclamação
Hoje não passa sequer
De mísero ponto final
A calar por fim meu coração

Mas a esperança é a força de quem vive e morre
Por isso ela resiste, insiste
E apesar do espírito triste
Descarrego aqui minha mágoa
Para que do papel a água
Leve-a como caudaloso rio
Para longe, onde mora outro frio.

Um outro dia há de surgir
Prometi à minha alma dolorida
Um grande amor há de acontecer
Outra vez, outro dia, outro mês.

E assim...
Apesar do coração marcado
Do sonho dilacerado
Recolhi minhas cinzas,
Levantei com lágrimas ainda a rolar:
Hei de ser feliz, voltarei a sonhar
Mais uma vez.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Passaro Cativo

Você virou minha cabeça
Esqueci quem sou e chorei
Não há quem reconheça
A pessoa que me transformei

Presa nos laços invisíveis da paixão a sufocar
Surda aos infindáveis apelos da razão
Sigo, muda, seus passos a suspirar
Capturaste, sedutor, o frágil coração

E na unilateralidade das carícias
Perco meus sentidos, súdita fiel
Adentraste meu peito, cheio de malícias
E fugiste em segundos, deixando fogo e fel

O medo consome
A minha emoção;
Esse hábito sem nome
De cultivar sua desatenção
Virou vício da minha emoção.
Procuro-te, com um dilema:
Liberto-me, morrendo escrava da solidão
Ou fujo, tal qual pássaro sem asas
Que volta cativo a seus pés
Novamente ferida
Amando tua sombra.

Desiludida.

Mando ao vento minhas mensagens
Orando para que sejam entregues
Olhar para ti é como miragem
E meu último pedido nessa viagem
É ouvir uma palavra que liberta 
A me deixar escapar da gaiola
Arma selvagem.



[obrigada pelas palavras de conforto ontem. Ajudaram muito. De coração , peço a Deus que abençoe cada um de voces, que se dispuseram a vir aqui e depositar tantas palavras de carinho. ]


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Um dia antes do mundo acabar


Um dia antes do mundo acabar
Quero abrir devagarinho
Aquela janela emperrada
E descobrir a vida de novo
Como se fosse (e será)
A última vez.

Um dia antes do mundo acabar
Quero abraçar um sorriso
E mandar a saudade se fazer presente
Em outro lugar
(mesmo sabendo que ela nunca chegará):
Amanhã o mundo vai acabar

Um dia antes do mundo acabar
Doloridamente quero me desculpar
Com a estranha alegria
De quem nunca mais errará:
Amanhã o mundo vai acabar.

Um dia antes do mundo acabar
Quero viver uma grande aventura
Mesmo sabendo que tempo não há
Quero cantar de tudo e por nada
Sentir as ondas do mar
As estrelas, o céu, o luar.

Um dia antes do mundo acabar
Quero rever os teus olhos
E transpassar através dos meus
Toda a ternura sentida
E que nunca te pude falar.

Um dia antes do mundo acabar
Quero dormir no escuro
Um sono sossegado e puro
E no dia seguinte acordar surpresa:
É hoje...um dia antes do mundo acabar.

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domingo, 5 de junho de 2011

A espera

Ousa ficar de fora?
Ousa entrar?
Quanto tem a perder?
Quanto tem a ganhar?

Se entrar que caminho tomar?
À esquerda ou  à direita?
À direita e mais um passo
Ou à esquerda e nem tanto?

A estrada tortuosa ou então a mais perfeita?
O espinho que te sangra
Ou a rosa que te aceita?

Você pode se sentir confuso
Querer correr, fugir
Por caminhos curvos, longos
A  passos largos e rápidos
Vagando sem alma e sem calma
A  lugares selvagens e solitários
Sem direção, à  direção
Ao lugar mais inútil de todos:
A espera.

Para quem espera
Por um trem partir...
Por um navio aportar...
Um avião pousar...
Uma carta chegar...
Ou a chuva parar...
Ou a neve nevar...
Ou o sol recomeçar a brilhar...
...está sempre à espera.

Talvez esperando por um não
Embora ansiando por um sim
Por um colar de conchas
Por um anel de diamantes
Por um sorriso
Por alguém. 

Que traga apenas mais uma chance.
E acabe a espera.


domingo, 26 de dezembro de 2010

Meus desejos



Desejo a ti fortes mãos
Para a terra plantar, cuidar e colher
As lágrimas de outrém com ternura enxugar
A carta de perdão (quem sabe) escrever

Desejo a ti firmes pés
As pedras suportar, duros calos formar
Para aos tropeços no caminho resistir
E coragem de cair para depois levantar

Desejo a ti  coração de cordeiro
Manso, brando, assaz altaneiro
A amar sem senão, desconhecendo feridas
Entregando sem medo do tombo primeiro

Desejo a ti amigos fiéis, irmãos da justiça
Cúmplices de suas loucuras, de sonho e guarida
Que te guiem e confiem, que interpelem e discutam
Te critiquem na medida e te abracem na saída

Desejo que plantes uma árvore
Da mínima semente que se possa encontrar
Para que te maravilhes com o mistério da Vida
Do teu  crescer, do florir e de frutos brotar

Desejo que tenhas um filho
Para compreender o que é incondicional
Não para que ensines, mas que aprendas com ele
O valor do abraço sem causa pontual.
Que ele seja teu mestre, teu rei, tua vitória
Que te acompanhe na estrada abissal
Teu leme no mar, teu centro da história
E estejas contigo no suspiro final.

Desejo que sejas intensamente amado
Mas tão profunda e livremente
Que aches que é sonho de brumas a vagar
A escapar de teus dedos impunemente.
E, ao acordar, que admires ao luar
O rosto da amada a ressonar confiante
E contemples esta visão com olhar imortal
Pois nada mais é tão consoante.
Que quiçá entendas que o que é verdadeiro
Não são riquezas em acumular incessante
Ser senhor, vassalo, o último ou o primeiro:
O que é importante além Céu e Terra
É o quanto de amor teu peito encerra.


A todos um Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Em meu Peito

Em meu peito vazio
A solidão,em um momento frio
Construiu um alto muro
Rodeado pelo escuro.
E por mais que eu quisesse
Relembrar aquela prece
(onde pedia com cuidado
mais leveza nesse chão)
Não consegui por me envolver
Em silencioso entorpecer.

Em meu peito enganado
Já encerrei tanta ilusão
Que por mais que tenha errado
Não merecia este coração
Novamente torturado sem razão.
Ele já está um tanto cansado
De ser só subjugado
Sem trégua para escapar
De loucuras e lembranças a ameaçar.

Em meu peito de esperança
Recomeço nova dança
Na certeza de nova era
Mais amante, mais sincera:
Voce chegou e se doou
Em um instante crucial
Onde descobri afinal
Que o amor chegou de manso
Rasurando todo o ranço
Deixado por quem fez tanto mal.

Em meu peito de amor
Esqueci de todo inverno
Aqueci-me com o verão
Que seus abraços provocam.
E chegando a primavera
Em começo tão especial
Desejo que seja eterno
Que seja tudo que espero
Que eu viva sem medo
Que viaje sem segredo
Pelas vias francas da emoção
Que compõem meu coração.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Caí mais uma vez...


Acreditei em belas palavras
Pisei em paisagens de nuvens
Me vi mais uma vez a sonhar
Com um alguém que pensei amar.

Sorri a cada carta sua
Cantei e dancei à luz da lua
Um brilho discreto em meu olhar
Anunciava que algo estava a brotar.

Inebriada por sua voz
Esqueci de passados rancores
Me entreguei, apagando antigas dores
E...
Caí, mais uma vez.

O amar, o versejar, o andar feliz pela rua
Como entender que, desde hoje, já não sou sua?
Como separar duas almas que se completam?
Ou será que me iludi
Com a emoção delirante de poeta?

Sofri, chorei, lamentei
Reneguei nossos dias felizes
Entristecida, enganada, iludida
E...
Chorei, mais uma vez.

Eis por que uma lágrima corre
No peito desta mortal
Tu eras minha vírgula, minha exclamação
Hoje não passa sequer
De mísero ponto final
A calar por fim meu coração

Mas a esperança é a força de quem vive e morre
Por isso ela resiste, insiste
E apesar do espírito triste
Descarrego aqui minha mágoa
Para que do papel a água
Leve-a como caudaloso rio
Para longe, onde mora outro frio.

Um outro dia há de surgir
Prometi à minha alma dolorida
Um grande amor há de acontecer
Outra vez, outro dia, outro mês.

E assim...
Apesar do coração marcado
Do sonho dilacerado
Recolhi minhas cinzas,
Levantei com lágrimas ainda a rolar:
Hei de ser feliz, voltarei a sonhar
Mais uma vez.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Passaro Cativo

Você virou minha cabeça
Esqueci quem sou e chorei
Não há quem reconheça
A pessoa que me transformei

Presa nos laços invisíveis da paixão a sufocar
Surda aos infindáveis apelos da razão
Sigo, muda, seus passos a suspirar
Capturaste, sedutor, o frágil coração

E na unilateralidade das carícias
Perco meus sentidos, súdita fiel
Adentraste meu peito, cheio de malícias
E fugiste em segundos, deixando fogo e fel

O medo consome
A minha emoção;
Esse hábito sem nome
De cultivar sua desatenção
Virou vício da minha emoção.
Procuro-te, com um dilema:
Liberto-me, morrendo escrava da solidão
Ou fujo, tal qual pássaro sem asas
Que volta cativo a seus pés
Novamente ferida
Amando tua sombra.

Desiludida.

Mando ao vento minhas mensagens
Orando para que sejam entregues
Olhar para ti é como miragem
E meu último pedido nessa viagem
É ouvir uma palavra que liberta 
A me deixar escapar da gaiola
Arma selvagem.



[obrigada pelas palavras de conforto ontem. Ajudaram muito. De coração , peço a Deus que abençoe cada um de voces, que se dispuseram a vir aqui e depositar tantas palavras de carinho. ]


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Um dia antes do mundo acabar


Um dia antes do mundo acabar
Quero abrir devagarinho
Aquela janela emperrada
E descobrir a vida de novo
Como se fosse (e será)
A última vez.

Um dia antes do mundo acabar
Quero abraçar um sorriso
E mandar a saudade se fazer presente
Em outro lugar
(mesmo sabendo que ela nunca chegará):
Amanhã o mundo vai acabar

Um dia antes do mundo acabar
Doloridamente quero me desculpar
Com a estranha alegria
De quem nunca mais errará:
Amanhã o mundo vai acabar.

Um dia antes do mundo acabar
Quero viver uma grande aventura
Mesmo sabendo que tempo não há
Quero cantar de tudo e por nada
Sentir as ondas do mar
As estrelas, o céu, o luar.

Um dia antes do mundo acabar
Quero rever os teus olhos
E transpassar através dos meus
Toda a ternura sentida
E que nunca te pude falar.

Um dia antes do mundo acabar
Quero dormir no escuro
Um sono sossegado e puro
E no dia seguinte acordar surpresa:
É hoje...um dia antes do mundo acabar.