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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Meus Pedaços Inteiros

Recolhi os meus cacos
Devolvi teus abraços
Retirei meu cansaço
Desatei nossos laços
E parti

Fechei a porta com jeito
Saí sem olhar para trás
Prendi o choro no peito
Jurei nunca mais amar demais

Apaguei do coração tuas pistas
Tirei teu nome da minha lista
Sufoquei minha emoção, humilhei a razão
Traduzi meu suspiro em desilusão

Me faltou coragem para dar-te adeus
Respirei minha sina longe dos carinhos teus
Afoguei meu ciúme, abrandei meus queixumes
Matei minha vontade de sempre te querer
Dilacerei da minha alma todos os traços de você

E depois me despedi da tristeza
Dei vazão a minha forte natureza
Plantei cá dentro os pedaços de mim
Para me tornar um dia inteira outra vez
E quem sabe, talvez, daqui um ano ou um mês
Amar de novo.




segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Barco


Eram dois no mesmo barco
Cursando o rio perene
E enquanto eram mansas as águas
Remavam os dois ao leme

Das curvas e corredeiras
A barqueira se desviava
E o barqueiro de longe
De medo, só observava

Quando as águas ameaçaram
A tornarem-se violentas
Um do bote mergulhou
A fugir, em desalento

Só, ficou a barqueira
A seguir sua direção
Tomando para si o jugo
Do barco de sua emoção

Dias e noites passavam
Mês a mês se completando
Pois calendário do mar
Vale pelo da terra um ano

Porém, numa curva do rio
Viu-se ao longe um ancoradouro
Ela atracou, enfim reduzindo
Em busca de mais do que ouro

E apareceu um alguém
De história tão diferente
Que a fez sentir que podia
Largar do barco a corrente

E ele tomou do leme
O remo, a âncora, o timão
Deixou descansar a barqueira
Já cansada de exaustão

E hoje conduzem o barco
Assim, como o Segredo da Vida:
É dividindo os ardores
Que se curam as feridas

Dizem os pescadores
Que até hoje vêem o tal barco
As pedras o cobriram de tal modo
Mostrando um novo marco

E quem passa pelo local
Sentem dos dois a fiel união
E buscam seguir o exemplo
Do se doar sem senão.





segunda-feira, 15 de março de 2010

Recomeçar


Disseste “Adeus”
Sem olhar nos olhos meus
Sem dor na voz, em paz
Sem a loucura do amor que jaz
E...silêncio


Viraste as costas
E sem mais respostas
Pegaste a bagagem de nossos sonhos
De nossos dias mais risonhos
E...partiste.


Quando a porta bateu
Por um segundo esqueci de meu eu
Como fera em guerra te reneguei
Todo o passado maldisse, gritei
E...chorei.


Na solidão do quarto vazio
Na brancura dos lençóis tão frios
Vejo cada pedaço de ti
Insistindo em persistir
Tua presença ate exaurir
O que restou de mim
E...lamentei.


Que amor foi este, diga por caridade
Que parecia ser doce verdade
Mas consumiu minha alma
De tristeza tirou minha calma
E...teve fim.


Suspiro. Respiro.
Exalando, expulsando a dor presente
Preciso esquecer a partida latente
Lembrar que sou forte, posso lutar
E...continuar.


Cada segundo será meu recomeço
Levantar depois de cada tropeço
É o trilhar dessa Vida, eu sei
Um dia, a sorrir sei que voltarei
E serás um fantasma em minha memória
Reconstruirei aos poucos minha história
E...vencerei.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Saí

Saí
Bati a porta com receio
Tranquei dentro as memórias
E mesmo a pular o coração em anseio
Dei vazão a emoção que permeio

De manso acolhi o meu pranto
E fui embora chorando

Saí
Deixei meus pertences de lado
Sem saber se era certo ou errado
Procurando meu norte, meu rumo

Queria prosseguir, ter meu prumo
Levei somente a saudade de mim
Fui embora por fim

Saí
Na terceira esquina da Vida descobri
Que mesmo sendo forte, cair é normal
Que ser plena e ter coragem é meu novo ideal
Fui andando, os passos seguros
E ainda com medo de meu escuro
Fui embora com fé no futuro

Saí
Sem procurar desta vez uma mão, um parceiro
Devo cuidar de mim primeiro
Colei meus pedaços
Preenchi os vazios espaços
Falando, talvez, um pouco mais forte
Tornando altivo, maduro, meu porte
Briguei com bravura por um lugar ao sol
Ganhei minha luta , tornei-me farol
Resgatei meu silêncio perdido

Renomeei o orgulho parindo
E fui embora sorrindo

E só assim descobri
O que aconteceu enfim:
Saí de ti
E voltei para mim .
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Meus Pedaços Inteiros

Recolhi os meus cacos
Devolvi teus abraços
Retirei meu cansaço
Desatei nossos laços
E parti

Fechei a porta com jeito
Saí sem olhar para trás
Prendi o choro no peito
Jurei nunca mais amar demais

Apaguei do coração tuas pistas
Tirei teu nome da minha lista
Sufoquei minha emoção, humilhei a razão
Traduzi meu suspiro em desilusão

Me faltou coragem para dar-te adeus
Respirei minha sina longe dos carinhos teus
Afoguei meu ciúme, abrandei meus queixumes
Matei minha vontade de sempre te querer
Dilacerei da minha alma todos os traços de você

E depois me despedi da tristeza
Dei vazão a minha forte natureza
Plantei cá dentro os pedaços de mim
Para me tornar um dia inteira outra vez
E quem sabe, talvez, daqui um ano ou um mês
Amar de novo.




segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Barco


Eram dois no mesmo barco
Cursando o rio perene
E enquanto eram mansas as águas
Remavam os dois ao leme

Das curvas e corredeiras
A barqueira se desviava
E o barqueiro de longe
De medo, só observava

Quando as águas ameaçaram
A tornarem-se violentas
Um do bote mergulhou
A fugir, em desalento

Só, ficou a barqueira
A seguir sua direção
Tomando para si o jugo
Do barco de sua emoção

Dias e noites passavam
Mês a mês se completando
Pois calendário do mar
Vale pelo da terra um ano

Porém, numa curva do rio
Viu-se ao longe um ancoradouro
Ela atracou, enfim reduzindo
Em busca de mais do que ouro

E apareceu um alguém
De história tão diferente
Que a fez sentir que podia
Largar do barco a corrente

E ele tomou do leme
O remo, a âncora, o timão
Deixou descansar a barqueira
Já cansada de exaustão

E hoje conduzem o barco
Assim, como o Segredo da Vida:
É dividindo os ardores
Que se curam as feridas

Dizem os pescadores
Que até hoje vêem o tal barco
As pedras o cobriram de tal modo
Mostrando um novo marco

E quem passa pelo local
Sentem dos dois a fiel união
E buscam seguir o exemplo
Do se doar sem senão.





segunda-feira, 15 de março de 2010

Recomeçar


Disseste “Adeus”
Sem olhar nos olhos meus
Sem dor na voz, em paz
Sem a loucura do amor que jaz
E...silêncio


Viraste as costas
E sem mais respostas
Pegaste a bagagem de nossos sonhos
De nossos dias mais risonhos
E...partiste.


Quando a porta bateu
Por um segundo esqueci de meu eu
Como fera em guerra te reneguei
Todo o passado maldisse, gritei
E...chorei.


Na solidão do quarto vazio
Na brancura dos lençóis tão frios
Vejo cada pedaço de ti
Insistindo em persistir
Tua presença ate exaurir
O que restou de mim
E...lamentei.


Que amor foi este, diga por caridade
Que parecia ser doce verdade
Mas consumiu minha alma
De tristeza tirou minha calma
E...teve fim.


Suspiro. Respiro.
Exalando, expulsando a dor presente
Preciso esquecer a partida latente
Lembrar que sou forte, posso lutar
E...continuar.


Cada segundo será meu recomeço
Levantar depois de cada tropeço
É o trilhar dessa Vida, eu sei
Um dia, a sorrir sei que voltarei
E serás um fantasma em minha memória
Reconstruirei aos poucos minha história
E...vencerei.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Saí

Saí
Bati a porta com receio
Tranquei dentro as memórias
E mesmo a pular o coração em anseio
Dei vazão a emoção que permeio

De manso acolhi o meu pranto
E fui embora chorando

Saí
Deixei meus pertences de lado
Sem saber se era certo ou errado
Procurando meu norte, meu rumo

Queria prosseguir, ter meu prumo
Levei somente a saudade de mim
Fui embora por fim

Saí
Na terceira esquina da Vida descobri
Que mesmo sendo forte, cair é normal
Que ser plena e ter coragem é meu novo ideal
Fui andando, os passos seguros
E ainda com medo de meu escuro
Fui embora com fé no futuro

Saí
Sem procurar desta vez uma mão, um parceiro
Devo cuidar de mim primeiro
Colei meus pedaços
Preenchi os vazios espaços
Falando, talvez, um pouco mais forte
Tornando altivo, maduro, meu porte
Briguei com bravura por um lugar ao sol
Ganhei minha luta , tornei-me farol
Resgatei meu silêncio perdido

Renomeei o orgulho parindo
E fui embora sorrindo

E só assim descobri
O que aconteceu enfim:
Saí de ti
E voltei para mim .