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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O Desencontro do Encontro




Da Arte do Encontro sobraram risos
Contos, saudades, loucuras, histórias
Contados em ritmo cadente, preciso
Como das espumas das ondas, as memórias

Não houve o roçar leve de mãos
Das palmas que tanto me dizem
Não houve resvalo lépido de rostos
A diferença de antigas matrizes.

O tempo? Não vi passar.
O céu? Hoje não me encantou.
Os olhos castanhos e vagos
Foram quem meu dia guiou

A pele ardeu como fogo
Por entre poros, a Vida renasceu
Mas o receio me acompanha:
Minha'alma emudeceu.

Vivo presa numa cela
Criada com barras de proteção
Entre barreiras sem cancelas
Afasto e repilo qualquer nova emoção

O repentino não é meu amante
Sou ponderação, vento de calmaria
Mas o destino é um louco rompante
E mudou por completo minha alquimia

E nesta quente noite de chuva
Cá estou a tudo querer decifrar
Preciso entender: a dúvida é cruel açoite
Que retrai do homem o caminhar

Venham estrelas, raios, luar!
A abrir, aquecer este coração tão frio
Usa tua alma poeta, usa palavras
A completar aqui este vazio.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Teu descaso


Diga
Olhando-me nos olhos
que não me quer mais
Siga
Teu caminho e nem te vires
Sequer para trás

Se hoje me vês com indiferença
Renovas tristemente minha crença
Nosso amor não era para acontecer
Foi somente um caso
Ao ocaso do acaso
E nada mais

E este coração, quem cuidará?
Esta paixão em mim, como findará?
O que faço com a dor?
Como lidar com o calor
Que ainda me abrasa?

Quando o Sol voltará a brilhar?
E a Lua, quando teus raios me tremulará?
Quem à noite há de me abraçar

Me acarinhar e sorrir
Dizendo-me "Foi tudo um sonho.
Ainda estou aqui'.



quinta-feira, 1 de abril de 2010

Troco


Se queres saber de onde venho
Moro dentro de uma história que tenho
E que só hoje atrevo-me a contar
Quem só sonha e não se disponha
A realizar o que a Vida oferece
Na verdade nem merece
Sua sorte versejar

Por que o sol no longínquo horizonte
Apagou-se, qual seca fonte
Quando assistiu a primeira lágrima a rolar
E a palavra do lábio a calar?
Por que a Lua que é guia
Não oferta com maestria
Sua luz ao caminhar
Para quem esquece que todo amor
É presente, é flor e dor
E deve ser pôsto a cantar?

Digo, pois me entristeço
Sou quem as vezes esqueço
Do calor que me é oferecido
Sem pudor ou falsos idos.

Sou a flor que ninguém colheu
O rouxinol mudo do canto seu
Sou a árvore sem flor ou fruto
O diamante de tal forma bruto
Que não se consegue lapidar

Pois quando o amor bateu-me a porta
Não atendi, fingi-me de morta
E assim, o destino apronta
Quando qualquer alma tonta
Insiste em desdenhar seu presente
E o troco logo sente

E hoje, a procurar a tal felicidade
No peito só encontro a saudade
Do sonho perdido que nunca aconteceu
Sonho meu...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mais uma lágrima

Mais uma lágrima que cai
Mais um grito rouco que não sai
Mais uma ilusão que desampara
E a vida não pára...

E se dessa vez fosse diferente?
(meu peito pensou crente)
E se a dor fosse menos cara?
Essa ferida não sara...

Mais uma vez destroçada
Mais uma vez enganada
Mais uma vez, alma deserta
E o coração aperta...

E tudo continua igual
Desconfio que todo final
Terá o mesmo ritual:
No túnel da minha emoção
Pedi carona à ilusão
E ela, como tigre à espreita.
Deu-se como satisfeita
Ao engolir meu coração

Mais uma vez...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Seu Descaso


Entre ...
Deixei a porta entreaberta do coração
Entre e veja o estrago desse ancião
Essa palavra tão triste
Que minha emoção ainda insiste
Em chamar de amor

Senta ...
Aqui do lado e escute
Tudo que eu tenho a dizer
Saiba como estou a viver
Todos os dias em riste
A tentar te esquecer

Veja bem ...
Esse descaso me apunhalou
Fez de mim um trapo da pessoa que sou
E a andar sozinha novamente estou
Não sei se é destino todo esse mal
Que sem querer voce causou

Ouça ...
O meu peito já não agüenta tanta indiferença
Logo eu, que tinha no amor tanta crença
Hoje, já chorei de saudade
Mendigando a caridade
De ser amada de verdade

Me deixe ...
Que esse luto um dia há de passar
E talvez um dia eu consiga até me perdoar
Por querer me entregar
Sem medo ou pesar
E abrir meu coração de novo
Exibindo um sorriso menos doloroso
E poder sentir a paz enfim chegar


[ uma pequena explicação cabe aqui (deixei-a ali do lado direito também) : nem toda poesia que escrevo condiz com meu estado de espirito, com meu momento atual. Essa por exemplo, foi encomenda de e para um grande amigo. Alias, para quem não sabia: escrevo sob encomenda também. Não é comércio de palavras. Mas se posso ajudar pessoas a se expressar atraves de versos, o faço com o maior prazer =) ]

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Lágrima por detras do Sorriso


Olho para o céu, me demoro
Penso em ti, e mesmo choro
Sozinha na minha dor
Porque a lágrima escondida
É no fundo a mais sentida
De todas que já caíram
Do rosto meu.

Ninguém vê minha tristeza
Atrás do sorriso que exponho
Esqueço das estrelas a beleza
Durmo e nem mesmo sonho
Porque dentre todas as flores
Dentre todos os meus amores
O cravo que escolhi
Foi o mesmo que um dia
No espinho me feri.
E o sangue que surgiu
Foi a prova que faltava
Do amor que já morreu
E meu coração marcava.

Já não lamento a partida
Pois sei que nessa vida
Num canto, numa esquina
Terei um dia a felicidade
Meu bem querer, minha sina....

domingo, 31 de janeiro de 2010

Coração Ferido

 
Me exponho por inteiro:
Esse meu peito de aço
Cansou de ser o palhaço
Desse grande picadeiro

Hoje ele quer descansar
Quer viver sem ser tombado
Por outro coração bem amado
Que só fez o enganar

No meu peito já não cabem
Mágoas, soluços ou segredo
Está ferido, o coitado
Por amar sem ter cuidado

Preso, meu coração reclama
Por amar a quem não o ama
Reclama de estar machucado
E seu carinho não ser lembrado

Porque a ele negam o amor belo
Que seja simples, sem sobressalto?
Já pedi, roguei ao Alto
Para atender meu desejo singelo

E as lágrimas que correm
Por meu rosto a cada dia
São pedacinhos do coração
Que ama, ainda que em vão.
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O Desencontro do Encontro




Da Arte do Encontro sobraram risos
Contos, saudades, loucuras, histórias
Contados em ritmo cadente, preciso
Como das espumas das ondas, as memórias

Não houve o roçar leve de mãos
Das palmas que tanto me dizem
Não houve resvalo lépido de rostos
A diferença de antigas matrizes.

O tempo? Não vi passar.
O céu? Hoje não me encantou.
Os olhos castanhos e vagos
Foram quem meu dia guiou

A pele ardeu como fogo
Por entre poros, a Vida renasceu
Mas o receio me acompanha:
Minha'alma emudeceu.

Vivo presa numa cela
Criada com barras de proteção
Entre barreiras sem cancelas
Afasto e repilo qualquer nova emoção

O repentino não é meu amante
Sou ponderação, vento de calmaria
Mas o destino é um louco rompante
E mudou por completo minha alquimia

E nesta quente noite de chuva
Cá estou a tudo querer decifrar
Preciso entender: a dúvida é cruel açoite
Que retrai do homem o caminhar

Venham estrelas, raios, luar!
A abrir, aquecer este coração tão frio
Usa tua alma poeta, usa palavras
A completar aqui este vazio.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Teu descaso


Diga
Olhando-me nos olhos
que não me quer mais
Siga
Teu caminho e nem te vires
Sequer para trás

Se hoje me vês com indiferença
Renovas tristemente minha crença
Nosso amor não era para acontecer
Foi somente um caso
Ao ocaso do acaso
E nada mais

E este coração, quem cuidará?
Esta paixão em mim, como findará?
O que faço com a dor?
Como lidar com o calor
Que ainda me abrasa?

Quando o Sol voltará a brilhar?
E a Lua, quando teus raios me tremulará?
Quem à noite há de me abraçar

Me acarinhar e sorrir
Dizendo-me "Foi tudo um sonho.
Ainda estou aqui'.



quinta-feira, 1 de abril de 2010

Troco


Se queres saber de onde venho
Moro dentro de uma história que tenho
E que só hoje atrevo-me a contar
Quem só sonha e não se disponha
A realizar o que a Vida oferece
Na verdade nem merece
Sua sorte versejar

Por que o sol no longínquo horizonte
Apagou-se, qual seca fonte
Quando assistiu a primeira lágrima a rolar
E a palavra do lábio a calar?
Por que a Lua que é guia
Não oferta com maestria
Sua luz ao caminhar
Para quem esquece que todo amor
É presente, é flor e dor
E deve ser pôsto a cantar?

Digo, pois me entristeço
Sou quem as vezes esqueço
Do calor que me é oferecido
Sem pudor ou falsos idos.

Sou a flor que ninguém colheu
O rouxinol mudo do canto seu
Sou a árvore sem flor ou fruto
O diamante de tal forma bruto
Que não se consegue lapidar

Pois quando o amor bateu-me a porta
Não atendi, fingi-me de morta
E assim, o destino apronta
Quando qualquer alma tonta
Insiste em desdenhar seu presente
E o troco logo sente

E hoje, a procurar a tal felicidade
No peito só encontro a saudade
Do sonho perdido que nunca aconteceu
Sonho meu...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mais uma lágrima

Mais uma lágrima que cai
Mais um grito rouco que não sai
Mais uma ilusão que desampara
E a vida não pára...

E se dessa vez fosse diferente?
(meu peito pensou crente)
E se a dor fosse menos cara?
Essa ferida não sara...

Mais uma vez destroçada
Mais uma vez enganada
Mais uma vez, alma deserta
E o coração aperta...

E tudo continua igual
Desconfio que todo final
Terá o mesmo ritual:
No túnel da minha emoção
Pedi carona à ilusão
E ela, como tigre à espreita.
Deu-se como satisfeita
Ao engolir meu coração

Mais uma vez...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Seu Descaso


Entre ...
Deixei a porta entreaberta do coração
Entre e veja o estrago desse ancião
Essa palavra tão triste
Que minha emoção ainda insiste
Em chamar de amor

Senta ...
Aqui do lado e escute
Tudo que eu tenho a dizer
Saiba como estou a viver
Todos os dias em riste
A tentar te esquecer

Veja bem ...
Esse descaso me apunhalou
Fez de mim um trapo da pessoa que sou
E a andar sozinha novamente estou
Não sei se é destino todo esse mal
Que sem querer voce causou

Ouça ...
O meu peito já não agüenta tanta indiferença
Logo eu, que tinha no amor tanta crença
Hoje, já chorei de saudade
Mendigando a caridade
De ser amada de verdade

Me deixe ...
Que esse luto um dia há de passar
E talvez um dia eu consiga até me perdoar
Por querer me entregar
Sem medo ou pesar
E abrir meu coração de novo
Exibindo um sorriso menos doloroso
E poder sentir a paz enfim chegar


[ uma pequena explicação cabe aqui (deixei-a ali do lado direito também) : nem toda poesia que escrevo condiz com meu estado de espirito, com meu momento atual. Essa por exemplo, foi encomenda de e para um grande amigo. Alias, para quem não sabia: escrevo sob encomenda também. Não é comércio de palavras. Mas se posso ajudar pessoas a se expressar atraves de versos, o faço com o maior prazer =) ]

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Lágrima por detras do Sorriso


Olho para o céu, me demoro
Penso em ti, e mesmo choro
Sozinha na minha dor
Porque a lágrima escondida
É no fundo a mais sentida
De todas que já caíram
Do rosto meu.

Ninguém vê minha tristeza
Atrás do sorriso que exponho
Esqueço das estrelas a beleza
Durmo e nem mesmo sonho
Porque dentre todas as flores
Dentre todos os meus amores
O cravo que escolhi
Foi o mesmo que um dia
No espinho me feri.
E o sangue que surgiu
Foi a prova que faltava
Do amor que já morreu
E meu coração marcava.

Já não lamento a partida
Pois sei que nessa vida
Num canto, numa esquina
Terei um dia a felicidade
Meu bem querer, minha sina....

domingo, 31 de janeiro de 2010

Coração Ferido

 
Me exponho por inteiro:
Esse meu peito de aço
Cansou de ser o palhaço
Desse grande picadeiro

Hoje ele quer descansar
Quer viver sem ser tombado
Por outro coração bem amado
Que só fez o enganar

No meu peito já não cabem
Mágoas, soluços ou segredo
Está ferido, o coitado
Por amar sem ter cuidado

Preso, meu coração reclama
Por amar a quem não o ama
Reclama de estar machucado
E seu carinho não ser lembrado

Porque a ele negam o amor belo
Que seja simples, sem sobressalto?
Já pedi, roguei ao Alto
Para atender meu desejo singelo

E as lágrimas que correm
Por meu rosto a cada dia
São pedacinhos do coração
Que ama, ainda que em vão.