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terça-feira, 29 de junho de 2010

A Copa do Mundo (por Ana Carolina)

Em 2010 vivemos
Um ano muito importante
É ano da Copa do Mundo
E para nós é emocionante!

As ruas estão coloridas
Com as cores da Bandeira do Brasil
Como é lindo o verde e amarelo
Junto com o branco e o anil!

As pessoas ficam doidas
Com os jogos e com o gol
E gritam, berram e pulam
Quando Galvão diz "A bola entrou!"

Eu assisti todos os jogos
Com a minha camisa amarela
Mas vou confessar uma coisa:
Só não gosto da tal vuvuzela!


..........................................................................

Amigos, não tive como não postar aqui as quadrinhas que minha filha fez na aula de Biblioteca da escola. Coisa de mãe coruja hehehe...
Mas não ficou lindo?
Ela foi selecionada ano passado para fazer parte da Academia de Letras do Instituto Abel, suas redações sempre ganham prêmios. E como gosta de ler, uma fofa!

Tenho o maior orgulho dela e ela sabe bem disso!

Beijos a todos!

:)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ela


Quem é...

... que ao sorrir me faz de alegria chorar

... que faz meu coração no mundo acreditar

Quem ilumina com o olhar a noite mais escura?


Quem é...

... que me encanta cada vez mais, a cada dia

...que trouxe esperança as minhas tardes tão frias

Quem é que me fez entender o amor?

E esquecer a dor.


É ela...

... que arranca o meu coração

quando me olha com tanta afeição

É ela que me fez acreditar no amanhã.

E que nenhuma poesia é vã.


Com ela...

... eu sonho princesas duendes e fadas

... percorro reinos distantes, cidades encantadas

Com ela eu sou somente eu.

Com ela eu ando sozinha no breu.


Por ela...

...quis tirar toda pedra e buracos da estrada

para tornar seu fardo mais leve, mais tranqüila sua caminhada

Por ela eu luto, mato, morro e vivo

Por ela peço a Ele dias sem crivo

Que a abençoe com felicidade

E assim se faça conforme Sua Vontade.

.................................................................


Peço desculpas a todos pela minha falta, mas fiquei sem internet (pra variar)

Obrigada pelo carinho nesses dias difíceis, pelos comentários carinhosos, pelos emails cuidadosos e preocupados.

Já, já passa :)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ana Carolina


Deus, em sua maestria
Em noite de lua fria
Resolveu dar-lhe calor
E dosando certas medidas
Foi desenhando uma vida
Feita do mais puro amor

Campos verdes em flor
Melodias de singelo sabor
Brisa leve a murmurar
Estrelas a fulgurar
Ondas do mar a vibrar
Pedacinhos de luar
E toda alegria que há

E com estes ingredientes
Plantou com carinho a semente
Esperando o florescer
Desta beleza a nascer

No ventre que mal se notava
A vida docemente gerada
Aguardada com carinho
Morava feliz em seu ninho
Fazendo de mim, sua morada.
E a cada movimento
Um júbilo de tal maneira intenso
Tomava conta de meu ser
Que eu já nem vivia para mim
Mas para esta flor que enfim
Ele quis me oferecer.

Quando as chuvas de março
Começaram a surgir
Colocaram em meus braços
A mais linda rosa já vista
Fez de todos sua conquista
Derramando os corações
Em lágrimas de mil emoções

Os olhos verdes profundos
Encaravam com Fé esse mundo
A boca, rosada em rubor
Emanava tanto calor
Como fogueira, como a falar
Tanta alegria a nos dar

Essa criança tão amada
Linda, com ares de fada
Toda feita de magia
Fez-me forte, confiante
E por toda vida adiante
Só trouxe felicidade

E aos 9 anos completos
É um anjo que desceu do céu
Tornando minha vida completa.
E, lembrando da  data
Em que ela de súbito surgiu
Recordo-me que minh alma se partiu
Sou uma só em duas sinas
Sou inteira, sou metade
De uma rosa menina
Que chamo pelo nome
De Ana Carolina



[ filhinha tá viajando, to com muita saudade :(  ]

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Antes que elas cresçam

"Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.




É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. 



Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.


  Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.
 

 
Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.



Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?



Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.


 
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.



Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.



  Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.



Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.


  
Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô.



Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.


  
Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto. 


  
No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.


  O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos.


O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.


 
Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais...

...antes que elas cresçam."



 

Texto de Affonso Romano de Sant'Anna

domingo, 6 de dezembro de 2009

Essa Vida, Meu Presente

Um dia, Deus decidiu
Em sua sabedoria
Realizar obra tão perfeita:
Sugou de meu peito o ar
Do coração o saber amar
E de minh'alma capturou
O mais nobre sentimento.

Reuniu, numa doçura sem par
Numa forma pura e única
Seus mais belos momentos:
Chuva na janela a pingar
Som das ondas do mar
Luzir das estrelas a piscar
Suavidade da brisa a bailar
Num conjunto sublime, divinal.

E semeando tal forma em meu ventre
Essa chama aos poucos crescente
Mudou por completo o meu viver
Meu presente lentamente foi-se mostrando
Em meu ser, arredondando
Num leve roçar, num susto, o espanto
O pequeno sonho se desenvolvia.

E a cada mudança, que vibrante harmonia!
Sem conhecer seu rosto
Que já por completo amava
Essa vida que a vida me ofertou
Se fez querida desde o dia
Que em meu corpo despertou.

Lá pelos idos de março
Minha flor desabrochou
Em questao de breves minutos
O amor que o amor fez mostrou seu fruto:
O tempo parou
O ceu congelou
A terra estremeceu
Meu coração conheceu o apogeu.

E nesse sublime momento
Eu já não era mais eu
Minha alma se partiu em duas
Sou metade de um alguém
Que aqui ainda existe
Mas a outra metade de mim
É uma pequena menina
Que atende pelo nome
De Ana Carolina.

(a homenageada =)   )
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terça-feira, 29 de junho de 2010

A Copa do Mundo (por Ana Carolina)

Em 2010 vivemos
Um ano muito importante
É ano da Copa do Mundo
E para nós é emocionante!

As ruas estão coloridas
Com as cores da Bandeira do Brasil
Como é lindo o verde e amarelo
Junto com o branco e o anil!

As pessoas ficam doidas
Com os jogos e com o gol
E gritam, berram e pulam
Quando Galvão diz "A bola entrou!"

Eu assisti todos os jogos
Com a minha camisa amarela
Mas vou confessar uma coisa:
Só não gosto da tal vuvuzela!


..........................................................................

Amigos, não tive como não postar aqui as quadrinhas que minha filha fez na aula de Biblioteca da escola. Coisa de mãe coruja hehehe...
Mas não ficou lindo?
Ela foi selecionada ano passado para fazer parte da Academia de Letras do Instituto Abel, suas redações sempre ganham prêmios. E como gosta de ler, uma fofa!

Tenho o maior orgulho dela e ela sabe bem disso!

Beijos a todos!

:)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ela


Quem é...

... que ao sorrir me faz de alegria chorar

... que faz meu coração no mundo acreditar

Quem ilumina com o olhar a noite mais escura?


Quem é...

... que me encanta cada vez mais, a cada dia

...que trouxe esperança as minhas tardes tão frias

Quem é que me fez entender o amor?

E esquecer a dor.


É ela...

... que arranca o meu coração

quando me olha com tanta afeição

É ela que me fez acreditar no amanhã.

E que nenhuma poesia é vã.


Com ela...

... eu sonho princesas duendes e fadas

... percorro reinos distantes, cidades encantadas

Com ela eu sou somente eu.

Com ela eu ando sozinha no breu.


Por ela...

...quis tirar toda pedra e buracos da estrada

para tornar seu fardo mais leve, mais tranqüila sua caminhada

Por ela eu luto, mato, morro e vivo

Por ela peço a Ele dias sem crivo

Que a abençoe com felicidade

E assim se faça conforme Sua Vontade.

.................................................................


Peço desculpas a todos pela minha falta, mas fiquei sem internet (pra variar)

Obrigada pelo carinho nesses dias difíceis, pelos comentários carinhosos, pelos emails cuidadosos e preocupados.

Já, já passa :)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ana Carolina


Deus, em sua maestria
Em noite de lua fria
Resolveu dar-lhe calor
E dosando certas medidas
Foi desenhando uma vida
Feita do mais puro amor

Campos verdes em flor
Melodias de singelo sabor
Brisa leve a murmurar
Estrelas a fulgurar
Ondas do mar a vibrar
Pedacinhos de luar
E toda alegria que há

E com estes ingredientes
Plantou com carinho a semente
Esperando o florescer
Desta beleza a nascer

No ventre que mal se notava
A vida docemente gerada
Aguardada com carinho
Morava feliz em seu ninho
Fazendo de mim, sua morada.
E a cada movimento
Um júbilo de tal maneira intenso
Tomava conta de meu ser
Que eu já nem vivia para mim
Mas para esta flor que enfim
Ele quis me oferecer.

Quando as chuvas de março
Começaram a surgir
Colocaram em meus braços
A mais linda rosa já vista
Fez de todos sua conquista
Derramando os corações
Em lágrimas de mil emoções

Os olhos verdes profundos
Encaravam com Fé esse mundo
A boca, rosada em rubor
Emanava tanto calor
Como fogueira, como a falar
Tanta alegria a nos dar

Essa criança tão amada
Linda, com ares de fada
Toda feita de magia
Fez-me forte, confiante
E por toda vida adiante
Só trouxe felicidade

E aos 9 anos completos
É um anjo que desceu do céu
Tornando minha vida completa.
E, lembrando da  data
Em que ela de súbito surgiu
Recordo-me que minh alma se partiu
Sou uma só em duas sinas
Sou inteira, sou metade
De uma rosa menina
Que chamo pelo nome
De Ana Carolina



[ filhinha tá viajando, to com muita saudade :(  ]

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Antes que elas cresçam

"Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.




É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. 



Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.


  Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.
 

 
Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.



Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?



Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.


 
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.



Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.



  Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.



Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.


  
Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô.



Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.


  
Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto. 


  
No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.


  O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos.


O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.


 
Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais...

...antes que elas cresçam."



 

Texto de Affonso Romano de Sant'Anna

domingo, 6 de dezembro de 2009

Essa Vida, Meu Presente

Um dia, Deus decidiu
Em sua sabedoria
Realizar obra tão perfeita:
Sugou de meu peito o ar
Do coração o saber amar
E de minh'alma capturou
O mais nobre sentimento.

Reuniu, numa doçura sem par
Numa forma pura e única
Seus mais belos momentos:
Chuva na janela a pingar
Som das ondas do mar
Luzir das estrelas a piscar
Suavidade da brisa a bailar
Num conjunto sublime, divinal.

E semeando tal forma em meu ventre
Essa chama aos poucos crescente
Mudou por completo o meu viver
Meu presente lentamente foi-se mostrando
Em meu ser, arredondando
Num leve roçar, num susto, o espanto
O pequeno sonho se desenvolvia.

E a cada mudança, que vibrante harmonia!
Sem conhecer seu rosto
Que já por completo amava
Essa vida que a vida me ofertou
Se fez querida desde o dia
Que em meu corpo despertou.

Lá pelos idos de março
Minha flor desabrochou
Em questao de breves minutos
O amor que o amor fez mostrou seu fruto:
O tempo parou
O ceu congelou
A terra estremeceu
Meu coração conheceu o apogeu.

E nesse sublime momento
Eu já não era mais eu
Minha alma se partiu em duas
Sou metade de um alguém
Que aqui ainda existe
Mas a outra metade de mim
É uma pequena menina
Que atende pelo nome
De Ana Carolina.

(a homenageada =)   )