domingo, 13 de abril de 2014

Palhaço


Arma teu Circo de Vitórias
Tua Tenda em negra luz
Venda ingressos, lota os assentos
De quem por teu sorriso seduz

Venha e assiste com gosto e prazer
A este espetáculo inglório, simplório
Que mostra a história, nosso número sem moral
Entretenha-se com tua ambição sem igual

Pois sou teu palhaço
Neste Circo da Vida
Pintada de branco, eterna mascarada
Aquela que ri, com bocas e mágoas
E quebra o  coração e a  alma já sem cores
Ao se vender a quem antes já me olhou
Treinando promessas, de risos e flores

Não larga de tua lógica
Do egoísmo, da posse brutal
Pois sou teu palhaço
É este ainda meu único laço
É  esta ainda a fantasia que me recuso
A despir.

Os olhos negros borrados de lagrimas
A boca vermelha, molhada de sal
Sorri vagamente
Na certeza da submissão
Da entrega dolorosa de tudo que fui
Em tuas mãos.
E sequer sobra espaço em mim
Para entender a  humilhação
O desinteresse, a desilusão
A Sodomia ou prisão:
Sou só teu palhaço.

De uma certa distância, talvez ate eu risse
De uma certa distância, talvez fosse engraçado
Mas cá do palco, perdi meu timing, minha vergonha.
Aqui é meu calabouço, meu céu, meu inferno
Pois entretenho a mais crítica e variada plateia
Contudo, cá dentro, dentro o desespero tomou conta
E esqueci a piada
Que tanto ensaiei.

Ainda estou aqui
Como se nua estivesse
Despida de orgulhos
Repleta de súplica
Doente de amor
Como um palhaço que só finge
Que não sente dor.



Um comentário:

  1. Muito bom, Ana. De volta ao blog??? Que bom, uai. Lindo esse poema. beijos

    ResponderExcluir

Deixe suas palavras aqui... (mas por favor, sem ctrl c ctrl v :D)

domingo, 13 de abril de 2014

Palhaço


Arma teu Circo de Vitórias
Tua Tenda em negra luz
Venda ingressos, lota os assentos
De quem por teu sorriso seduz

Venha e assiste com gosto e prazer
A este espetáculo inglório, simplório
Que mostra a história, nosso número sem moral
Entretenha-se com tua ambição sem igual

Pois sou teu palhaço
Neste Circo da Vida
Pintada de branco, eterna mascarada
Aquela que ri, com bocas e mágoas
E quebra o  coração e a  alma já sem cores
Ao se vender a quem antes já me olhou
Treinando promessas, de risos e flores

Não larga de tua lógica
Do egoísmo, da posse brutal
Pois sou teu palhaço
É este ainda meu único laço
É  esta ainda a fantasia que me recuso
A despir.

Os olhos negros borrados de lagrimas
A boca vermelha, molhada de sal
Sorri vagamente
Na certeza da submissão
Da entrega dolorosa de tudo que fui
Em tuas mãos.
E sequer sobra espaço em mim
Para entender a  humilhação
O desinteresse, a desilusão
A Sodomia ou prisão:
Sou só teu palhaço.

De uma certa distância, talvez ate eu risse
De uma certa distância, talvez fosse engraçado
Mas cá do palco, perdi meu timing, minha vergonha.
Aqui é meu calabouço, meu céu, meu inferno
Pois entretenho a mais crítica e variada plateia
Contudo, cá dentro, dentro o desespero tomou conta
E esqueci a piada
Que tanto ensaiei.

Ainda estou aqui
Como se nua estivesse
Despida de orgulhos
Repleta de súplica
Doente de amor
Como um palhaço que só finge
Que não sente dor.



Um comentário:

  1. Muito bom, Ana. De volta ao blog??? Que bom, uai. Lindo esse poema. beijos

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